Blood Bath

 

Violence in Africa is not pretty to see. I avoid local television news because most images are of a violent nature. The recent unrest in Mozambique, for instance, was very hard to witness. Weeks ago, population of central Mozambique has strike against the bad job police and courts are doing and decided to do justice with their own hands.

 

As a result, we were again confronted with bloody images, the kind to keep one awoken all night. I still remember how Andy was disturbed after driving around Maputo while the barricades against chapas (public transportation) were in full swing.

 

Because of all that, I felt surprised with a sudden thought I had. For the first time I was kind of comprehensive with the turmoil in Mozambique, and here I explain why.

 

If you think close, the background of the violence scenery in Africa is usually religious, political or tribal. At least for the first time,  people in Mozambique are standing for themselves. And despite how bad it looks, they are damned right.

 

Somewhere I heard the following comment:

 

“This is not going to stop. People are tired of empty political discourses. People are confused with the difference between words and praxis. It’s the end of an era!”

 

African governmental parties should have a strong social component, with emphasis on health, public transport and education. African politicians, including Mozambicans, are completely estranged from people’s needs. Instead, they swear by empty backward discourses and full heavy pockets.

 

It can be pretty worrying to watch the convulsion in Mozambique, but what people have been saying makes sense: 1) We want a better life. 2) We want institutions to work.

 

What more can I say? They are right and I am glad they are able to fight for themselves.

………………………………………………………………………………………………………………………….

A violência em África não é uma coisa bonita de se ver. Eu costumo evitar os noticiários da televisão local porque a maior parte das imagens são de natureza violenta. Os recentes protestos em Moçambique, por exemplo, foram difíceis de testemunhar. Há algumas semanas, a população da zona centro de Moçambique protestou contra o mau trabalho que a polícia e os tribunais fazem, decidindo fazer justiça pelas suas próprias mãos.

 

Como resultado, fomos mais uma vez confrontados com imagens sangrentas, do tipo de deixar uma pessoa acordada toda a noite. Ainda me lembro como o Andy ficou perturbado depois de guiar em Maputo enquanto as barricadas contra os chapas (transporte público) ainda estavam montadas.

 

Por tudo isso, fiquei surpreendida com um pensamento súbito que me ocorreu. Pela primeira vez, fui compreensiva em relação à confusão em Moçambique, e aqui explico porquê.

 

Se observarmos de perto, o pano de fundo do cenário de violência em África é geralmente religioso, politico ou tribal. Pelo menos desta vez, as pessoas em Moçambique estão a lutar por elas próprias. E apesar de parecer tão errado, elas estão mais do que certas.

 

Ouvi algures o seguinte comentário:

 

“Isto já não vai parar. As pessoas estão cansadas de discursos politicos vazios. As pessoas estão confusas com a diferença entre as palavras e a praxis. É o fim de uma era!”

 

Os partidos governamentais africanos deviam ter uma forte componente social, com ênfase para a saúde, transportes e educação. Os politicos africanos, incluindo os moçambicanos, estão completamente desligados das necessidades do povo. Em vez disso, eles apostam em discuros retrógados e bolsos bem cheios.

 

Pode ser muito preocupante testemunhar a convulsão em Moçambique, mas aquilo que as pessoas têm estado a afirmar faz sentido: 1) Queremos uma vida melhor. 2) Queremos que as instituições funcionem.

 

Que mais posso dizer? As pessoas têm razão e eu estou contente que elas sejam capazes de lutar por elas próprias.

Advertisements